Futurologia - IPv6
Escrito por Artur Rodrigues
Este artigo apresenta o ponto de vista de Artur Rodrigues sobre alguns aspectos técnicos do IPv6, além de um prognóstico sobre a utilização do novo protocolo IP a curto e médio prazo. A versão original deste artigo e informações sobre seus direitos autorais podem ser obtidos no blog do autor http://blogs.technet.com/arturlr/default.aspx.
Andei pensando: coloco os conceitos do IPv6? Explico o novo modelo de endereçamento e roteamento? Comento que não existe mais
broadcast e que por padrão as maquinas todas terão mais de um endereço IP? Poderia até comparar os cenários de IPv4 e IPv6, mas acho mais legal falar dos cenários de utilização de IPv6, de curto e médio prazo. Se você quiser maiores informações técnicas sobre IPv6 sugiro dar uma lida nos
links:
Vamos iniciar do ponto forte do IPv6. Segurança. O uso do IPv6 praticamente determina o fim do uso de
Firewalls, NAT e VPN. Toda a parte de segurança seria definida na camada de rede. Parece algo sem sentido, não? Se você acha que isso é ficção cientifica, leia no artigo do Blog do Time de Segurança da Microsoft Brasil, que fala do Direct Access, implementado pelo Windows 7 e Windows 2008 R2. Com ele os usuários passam a estar na rede corporativa conectados em qualquer ponto da Internet utilizando o IPv6. (
http://blogs.technet.com/risco/archive/2009/01/04/ipv6-e-direct-access.aspx). O Direct Access pode acelerar mudanças de conceitos nas empresas, como: maior uso de
Home-Office e conseqüente redução de custos em alugueis e vagas para os funcionários das empresas, hospedar os servidores corporativos em um
datacenter (ou usando
computing cloud) definindo um ambiente de trabalho TOTALMENTE virtual.
Os dispositivos móveis (dados e voz) seria um dos mais beneficiados, pois com o IPv6 seria possível manter um endereço IP fixo para o dispositivo, independente de cidade, estado ou país. Com isso os dispositivos móveis teria o mesmo identificador virtual e essa característica viabilizaria o uso de um número telefônico global (vinculado ao endereço IPv6), o que poderia iniciar um novo modelo de VoIP e mudar a forma de como as empresas de telefonia trabalham (caso os advogados permitam).
Outro serviço que seria beneficiado diretamente são os serviços multimídia, como o IPTV. O IPv6 trabalha nativamente com
multicast (e
anycast) e as transmissões não seriam tão onerosas para a rede como ocorre hoje no IPv4. Além do beneficio do
multicast, o modelo de QoS (
Quality of Service) define diversos métodos de priorização de pacotes, muitas vezes necessários para os pacotes multimídia. Não é difícil de imaginar que as TVs a cabo, que hoje já fornecem Internet, utilizem a Internet para transmitir a programação de TV e canais
pay-per-view.
Imagine quando a Internet via energia elétrica for tecnicamente e economicamente viável? (
http://www.guiadohardware.net/artigos/internet-rede-eletrica/). Teríamos uma massificação da Internet, e com isso o endereçamento IPv4 Internet se esgotaria mais rápido que o esperado.
Para finalizar esse
post de idéias e conjecturas futurísticas, eu acredito que o IPv6 deva se tornar uma realidade em médio prazo porque os principais sistemas operacionais do mercado já estão prontos para adoção e estão apostando na idéia. A Microsoft com o Windows 7 e Windows 2008 R2 já tem uma aplicação em IPv6 que muda o paradigma de uso de VPN e
Firewalls, imagina quando existirem outras mais?
Última atualização 29/04/2009 13h17