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Datagrama IPv6 – com cabeçalhos de extensão.
Caso não haja nenhum cabeçalho de extensão, o cabeçalho base é diretamente seguido pela área de dados.
Datagrama IPv6 – sem cabeçalhos de extensão.
As estruturas ilustradas acima não estão em escala. Em particular, os cabeçalhos de extensão não têm o mesmo tamanho e podem ser menores ou maiores que o cabeçalho base. Além disso, geralmente a área de dados é muito maior que o conjunto cabeçalho base e cabeçalhos de extensão.Formato do cabeçalho Base IPv6.
O primeiro campo no Cabeçalho Base do IPv6 é o campo VERSION ou versão de protocolo. Este campo possui 4 bits assim como no IPv4 e contém o número 6 para indicar o protocolo IPv6, assim como o número 4 indica o IPv4. Existem outras opções para este campo que podem ser vistas na RFC 1770. O segundo campo é o TRAFFIC CLASS ou prioridade. Este campo tem 8 bits e é similar ao campo Type of Service – ToS? no IPv4. Esse campo classifica o pacote com uma classe de serviço ou prioridade, que pode ser usado para diferenciar serviços. Sua funcionalidade é similar no IPv4 e no IPv6. O campo FLOW LABEL não existia no IPv4. Este campo tem 20 bits e foi criado para marcar pacotes de um específico fluxo, com o objetivo de diferenciar esses pacotes na camada de rede. Portanto o campo FLOW LABEL habilita uma identificação de fluxo e um processo por fluxo em cada roteador no caminho do pacote. Com esse rótulo o roteador pode identificar o tipo de fluxo de cada pacote, sem que precise verificar sua aplicação. Esse campo permite que a diferenciação no tráfego seja feita na camada de rede, facilitando a pratica de QoS – Quality of Service. O campo PAYLOAD LENGTH é similar ao campo TOTAL LENGTH do IPv4. Ele tem 16 bits e indica o tamanho total da área de dados do pacote. No cabeçalho base IPv6 não existe o campo HEADER LENGTH, justamente por que ele tem tamanho fixo. O campo NEXT HEADER é similar ao campo PROTOCOL do IPv4. Ele tem 8 bits e o valor deste campo indica o tipo de informação que segue o cabeçalho base do IPv6. Essa informação pode ser o protocolo usado na camada de transporte, UDP – User Datagram Protocol ou TCP – Transmission Control Protocol, ou um cabeçalho de extensão. O campo HOP LIMIT é similar ao campo TTL – TIME TO LIVE do IPv4. Ele tem 8 bits e o valor deste campo especifica o número máximo de roteadores (hops) que um pacote IPv6 pode passar antes de ser descartado. Em cada roteador esse valor é decrementado e por esta razão não existe CHECKSUM (código detector de erro do cabeçalho IP) no cabeçalho IPv6, para que não seja necessário que cada roteador recalcule o valor do CHECKSUM em cada pacote. Os dois últimos campos SOURCE ADDRESS e DESTINATION ADDRESS, que indicam respectivamente endereços de origem e destino, são similares ao IPv4 a não ser pelo tamanho destes campos. No IPv4 esses campos tinham 32 bits e agora devido ao aumento do tamanho dos endereços do Protocolo IP esses campos possuem 128 bits.
Formato dos cabeçalhos de Extensão do IPv6.
Existem muitos tipos de cabeçalhos de extensão e cada um deles tem um valor associado. Quando são usados mais de um em um mesmo pacote, eles geralmente respeitam a ordem que segue, porém os nós estão preparados para receber em qualquer ordem:
Formato dos cabeçalhos de Extensão Hop by Hop Options e Destination Options
A parte do cabeçalho que segue o campo HEADER EXTENSION LENGHT é dividida da seguinte forma, como mostra a tabela abaixo:| 8 bits | 8 bits | n bits |
|---|---|---|
| TYPE | LENGHT | VALUE |
Opções dos cabeçalhos de Extensão Hop by Hop Options e Destination Options.
O campo TYPE indica o tipo de opção. Caso essa opção contenha dados, o tamanho dos dados é indicado no campo LENGHT e os dados ficam no campo VALUE. Os 5 bits de mais baixa ordem em TYPE indicam a opção, enquanto o terceiro bit de mais alta ordem indica se os dados dessa opção podem mudar durante o trajeto do pacote. Caso essa opção não seja conhecida por algum nó durante o caminho do pacote, os dois bits de mais alta ordem indicam a ação a ser tomada, conforme é mostrado abaixo:
00 Ignore esta opção, continue o processamento dos cabeçalhos
01 Descarte o datagrama, mas não envie mensagem ICMP
10 Descarte o datagrama e envie mensagem ICMP para a origem
11 Descarte o datagrama e envie mensagem ICMP para a origem somente se o destino não for um endereço multicast

Formato do cabeçalho de Extensão Routing Header.
O campo NEXT HEADER de 8 bits identifica o próximo cabeçalho. O campo HEADER EXTENSION LENGTH de 8 bits indica o tamanho do cabeçalho em unidades de 64 bits. O campo ROUTING TYPE, também de 8 bits, identifica um tipo de roteamento, caso esse tipo de roteamento não seja suportado por algum nó no caminho, o pacote deve ser descartado. SEGMENTS LEFT de 8 bits indica o número de nós intermediá rios, listados explicitamente, que devem ainda ser visitados antes da chegada do pacote ao destino. O tipo mais comum de ROUTING HEADER é o zero, onde o campo ROUTING TYPE indica “0”. Neste caso além dos 32 bits do cabeçalho de roteamento, esse tipo 0 de cabeçalho de roteamento foi definido com mais 8 bits reservados e 24 bits de STRICT/LOOSE BIT MAP. Esses bits são numerados da esquerda para a direita, sendo que cada um corresponde a um HOP, indicando se o próximo destino deve ser um vizinho deste, 1 = strict, ou não, 0 = loose.
Formato do cabeçalho de Extensão Routing Header tipo 0.
Quando se usa o roteamento de tipo 0, a origem não precisa informar separadamente o destino do datagrama, pois ele é considerado como sendo o último endereço listado no cabeçalho de roteamento, o campo ADDRESS [N] da figura acima, sendo que o cabeçalho base do IPv6 tem como destino o primeiro endereço listado no cabeçalho de roteamento. Até que esse nó seja atingido, o cabeçalho de roteamento não é examinado pelos roteadores do caminho. Quando o nó é alcançado o cabeçalho de roteamento é examinado e o próximo nó listado é colocado no cabeçalho base. O datagrama então é enviado com o campo SEGMENTS LEFT decrementado.
Formato do cabeçalho de Extensão Fragment Header.
O campo NEXT HEADER de 8 bits indica o próximo cabeçalho. O campo RESERVED de 8 bits e o campo RES de 2 bits são reservados para o futuro. Já o campo FRAGMENT OFFSET de 13 bits indica a posição original deste fragmento no pacote original. O campo mais a direita é o MFLAG de 1 bit e indica se existem mais fragmentos, no caso afirmativo vale “1”, se é o último vale “0”. O campo IDENTIFICATION tem 32 bits e é a identificação do pacote original. Ela deve ser única em toda a Internet enquanto o pacote estiver trafegando. Um problema gerado por esse tipo de fragmentação fim-a-fim, onde nós intermediários não podem fragmentar, é que se a rota mudar no meio da transmissão e o novo MTU for menor que aquele já descoberto, alguma coisa precisaria ser feita. O que acontece é que o datagrama IPv6 não é modificado, mas um datagrama novo é montado com o outro sendo encarado como dado. Assim, ele pode ser fragmentado e remontado fora da origem, isto é, em um nó entre a origem e o destino. AUTHENTICATION HEADER (valor = 51): Esse cabeçalho é usado dentro do serviço IPSec - IP Security Protocol para prover autenticação e garantia de integridade aos pacotes IPv6. Esse cabeçalho é idêntico no IPv4 e no IPv6. A autenticação é provida por um cabeçalho de extensão que suporta a integridade e autenticação dos dados de um pacote IP. Esse cabeçalho de extensão pode ser visto na figura a seguir.
Formato do cabeçalho de Extensão Authentication Header.
O campo NEXT HEADER de 8 bits identifica o próximo cabeçalho. O campo LENGTH de 8 bits indica o tamanho do campo de dados em palavras de 32 bits. O campo RESERVED de 16 bits é reservado para uso futuro. O campo SECURITY PARAMETERS INDEX tem 32 bits e identifica uma associação de segurança. E o campo AUTHENTICATION DATA tem tamanho variável e contêm os dados, em palavras de 32 bits.
Licença:
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Válido:
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