Técnica de transição
Escrito por Rodrigo Regis dos Santos
Tipos de Túneis
Existem diversas técnicas de tunelamento disponíveis. Os cenários onde podem ser aplicados, as dificuldades de implementação e a diferença de performance variam significativamente entre os modelo, necessitando uma análise detalhada de cada um. As principais técnicas de tunelamento são:
- Tunnel Broker - descrito na RFC 3053, essa técnica permite que hosts IPv6/IPv4 isolados em uma rede IPv4 acessem redes IPv6. Seu funcionamento é bastante simples, primeiramente é necessário cadastrar-se em um provedor de acesso Tunnel Broker e realizar o download de um software ou script de configuração. A conexão do túnel é estabelecida através da solicitação do serviço ao Servidor Web do provedor, que após autenticação, verifica qual tipo de conexão o cliente está utilizado (IPv4 público ou NAT) e lhe atribui um endereço IPv6. A partir desse ponto, o cliente pode acessar qualquer host na Internet. Para saber como configurar um Tunnel Broker, leia na seção Configurando os artigos Tunnel Broker via Freenet 6 no Windows XP e Tunnel Broker via SixXS no Windows XP.
- 6to4 - Definido na RFC 3056, o mecanismo 6to4 é uma forma de tunelamento roteador-a-roteador, que permite a comunicação entre hosts IPv6 através de uma infra-estrutura IPv4. o 6to4 fornece um endereço IPv6 único, formado pelo prefixo de endereço global 2002:wwxx:yyzz::/48, onde wwxx:yyzz é o endereço IPv4 público do host convertido para hexadecimal. De uma forma geral, o host IPv6 envia um pacote IPv6 ao roteador 6to4, que o encapsula em um pacote IPv4 utilizando o protocolo do tipo 41, e o encaminha ao host de destino IPv6 através de uma rede IPv4. Mais detalhes de seu funcionamento, os cenários aos quais o 6to4 se aplica e como configurá-lo em uma rede, podem ser encontrados no artigo Túneis 6to4 da seção Fundamentos.
- ISATAP - A técnica de tunelamento Intra-Site Automatic Tunnel Addressing Protocol (ISATAP), definida na RFC 5214, possibilita a criação de túneis que ligam host a roteadores através de uma rede IPv4. O endereço IPv6 atribuído aos hosts e roteadores é baseado em um prefixo unicast de 64 bits, que pode ser link-local, um prefixo 6to4, ou um prefixo global atribuído por um provedor, seguido por ::0:5EFE:w.x.y.z ou ::0:5EFE:w.x.y.z, onde o w.x.y.z representa o endereço IPv4 do host ou do roteador, e os valores 0:5EFE e 200:5EFE indicam se esse endereço IPv4 é privado ou público, respectivamente. No ISATAP a transmissão dos pacotes IPv6 também é feita utilizando-se o protocolo do tipo 41. Mais detalhes de seu funcionamento, os cenários aos quais o ISATAP se aplica e como configurá-lo em uma rede, podem ser encontrados no artigo Túneis ISATAP da seção Fundamentos.
- Teredo - definido na RFC 4380, permite o trafego IPv6 através de NAT, encapsulando o pacote IPv6 em pacotes UDP. Para estabelecer um túnel Teredo, um cliente deve conectar-se a um Servidor Teredo, que define o endereço IPv6 do cliente e em qual tipo de NAT ele se encontra. Em seguida, o Servidor estabelecerá a conexão inicial com o host IPv6 de destino e este host manterá a conexão com o origem através do Relay Teredo mais próximo dele. Embora seja uma das únicas opções para habilitar a comunicação IPv6 através de NAT, os túneis Teredo apresentam um desempenho inferior, se comparado a outras técnicas de tunelamento, devido a complexidade de seu funcionamento e a existência de overhead. Mais detalhes de seu funcionamento, os cenários aos quais o Teredo se aplica e como configurá-lo em uma rede, podem ser encontrados no artigo Túneis Teredo da seção Fundamentos.
Última atualização 20/10/2008 13h23